quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Anúncios publicitários do século passado que perderam o sentido

A publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de idéias associadas a empresas, produtos ou serviços, especificamente, propaganda comercial. Sendo assim, ao analisarmos o material publicitário de um determinado período histórico somos capazes de inferir sobre a sociedade que viveu na época do material. Vejamos abaixo algumas publicidades de medicamentos, da primeira metade do século passado, que prometiam curas milagrosas:

O anúncio publicado no jornal, em 1 de maio de 1916, dizia: "Pobreza do sangue e vício! Riqueza do sangue faz a felicidade! E esta riqueza se adquire graças ao Quinium Labarraque.", fazia-se uma chacota relacionando a doença à pobreza e a felicidade à riqueza, revelando a grande desigualdade social vivida na época.

Anúncio de 17 de maio de 1935, do até hoje produzido Biotônico Fontoura. Sob o slogan: O Brasil quer gente forte “Antes fraco e desanimado, um imprestável. Hoje cheio de saúde e vigor graças ao Biotônico Fontoura”. Vale lembrar que em 1935 Luis Carlos Prestes retornava ao Brasil incumbido de promover no país uma revolução armada que possibilitasse a instalação de um governo revolucionário, logo no instável clima político era necessário despertar a população para formação de contingente.

Anúncio descrevia o suicídio como consequência de doenças e dizia: "Previnam-se especialmente contra as enfermidades dos rins e da bexiga, tomando cada mez, durante alguns dias, alguns comprimidos 'Schering' de urotropina, o maior desinfectante das vias urinárias.", talvez seja esse um dos piores anúncios da história da publicidade brasileira, mostra o descomprometimento das empresas para com a população, fazendo uma apologia indireta ao suicídio.

O anúncio retrata um pai batendo no filho, enquanto este queria apenas o xarope Bromil para curar sua tosse. Sem muito esforço podemos perceber que a imagem traduz a expressão popular "mostrar o que é bom para a tosse". A propaganda foi veiculada no dia 3 de fevereiro de 1938, nos dias de hoje certamente ela seria vetada pelos órgãos de defesa dos direitos das crianças.


no anúncio vemos o seguinte diálogo:
“- Sou magra de nascença…nunca passarei disto!
- Eu dizia o mesmo antes de usar Vikelp!"
Acompanhado do slogan: "Os magros de nascença podem ganhar dois quilos numa semana e ter um aspecto melhor. Use Vikelp durante uma semana e veja a diferença. Se V.S. não lucrar ao menos dois quilos, devolveremos o seu dinheiro”. Por mais incrível que possa parecer trata-se de um remédio para engordar, o anúncio data de 1940, quando os padrões de beleza eram outros, as rechonchudas que faziam sucesso. Agora vemos porque nossas avós sempre nos querem engordar.

Como podemos perceber a sociedade se modifica no decorrer dos anos e assim algumas campanhas vão perdendo o sentido, concomitantemente aos padrões impostos pela sociedade. E hoje com a quantidade de informação que recebemos, diariamente, o prazo de validade das campanhas publicitárias tendem a ser bem menores.

Fonte: Wikipédia



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rothschild: uma família, alguns estratagemas e muito dinheiro



A família Rothschild é uma das mais conhecida no mundo dos negócios, isso deve-se ao fato de terem participado dos negócios mais dinâmicos dos últimos séculos. Mas nem sempre foi assim, tudo começou o ourives Moisés Amschel Bauer, que em 1750, cansado de suas peregrinações pela Europa oriental, decidiu abrir uma casa de moedas em Frankfurt, Alemanha. No pórtico colocou uma placa com um escudo vermelho contendo uma águia romana, tornando-se conhecida como a firma do escudo vermelho.



Após a morte de Moisés, seu filho Mayer Amschel Bauer, que desde cedo demonstrou extrema habilidade intelectual, foi trabalhar como escriturário em um banco dos Oppenheimers, em Hannover. Rapidamente teve seu trabalho reconhecido e recebeu uma participação minoritária. Algum tempo depois retornou para Frankfurt, comprou o negócio que seu pai havia aberto e mudou seu nome para Rothschild, dessa maneira nasceu a Casa de Rothschild.

Quando o príncipe Guilherme de Hanau foi forçado a fugir para a Dinamarca, deixou 600.000 libras (avaliadas então em $ 3.000.000) sob a custódia de Rothschild. Segundo a Jewish Encyclopedia, edição de 1905, vol. 10, Rothschild embolsou o dinheiro do príncipe Guilherme. Mas mesmo antes de o dinheiro chegar a Rothschild, ele não era limpo (não era 'kosher'). A vasta soma tinha sido paga a Guilherme de Hess pelo governo britânico pelos serviços de seus soldados. O dinheiro foi originalmente embolsado por Guilherme de suas tropas, que tinham legalmente o direito de receberem aquele pagamento.

Com o dinheiro duas vezes embolsado como um sólido alicerce, Mayer Amschel Rothschild decidiu expandir vastamente suas operações — e tornar-se o primeiro banqueiro internacional.

Alguns anos antes, Rothschild tinha enviado seu filho Natã à Inglaterra para cuidar dos negócios da família naquele país. Após uma breve estadia em Manchester, onde operou como negociante, Natã, seguindo as instruções de seu pai, mudou-se para Londres e estabeleceu-se como um banqueiro mercantil. Para iniciar as operações, Rothschild deu a seu filho os três milhões de dólares que embolsara de Guilherme de Hess.

A Jewish Encyclopedia de 1905 nos diz que Natã investiu o saque em "ouro da companhia Índias Orientais, sabendo que ele seria necessário para a campanha de Wellington na península." Com o dinheiro roubado, Natã fez "não menos do que quatro lucros: (1) Na venda do papel de Wellington (que ele comprou pela metade do preço e recebeu pelo valor integral; (2) na venda de ouro a Wellington; (3) na recompra; e (4) ao encaminhá-lo a Portugal. Este foi o início das grandes fortunas da casa." (pág. 494).

Com sua imensa acumulação de ganhos mal-adquiridos, a família estabeleceu filiais da Casa de Rothschild em Berlin, Viena, Paris e Nápoles. Rothschild colocou um filho a cargo de cada filial. Amschel foi colocado sob a responsabilidade da filial de Berlin; Salomão ficou responsável pela filial de Viena; Jacó (Jaime) foi para Paris, e Kalmann (Carlos) abriu o banco Rothschild em Nápoles. A sede da Casa de Rothschild estava, e está, em Londres.

Hoje o Banco internacional Rothschild é reconhecido por fortes investimentos nos mais diversos setores da economia mundial, além de patrocinar fusões empresariais. Na América Latina o banco investe em empresas como: Sadia & Perdigão, Oi (Telemar), Companhia Vale do rio Doce, Del Valle, Unibanco & Itaú, Santander, Gafisa e muitas outras.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Selo de Qualidade


Fiquei surpreso ao receber o selo do blog: Pincelando a vida, é muito bom saber que há quem goste daquilo que escrevemos. Conforme as regras cito os 10 indicados e revelo 10 coisas sobre mim.

10 indicados ao selo:
  1.  Welinfo
  2.  Supremux
  3.  Além da Pele
  4.  CineReview
  5.  Crônicas e outros Pecados.
  6.  Cáah entre nós
  7.  Metamorficus
  8.  O volume único
  9.  Orientação vocacional e informação profissional
  10.  Primeira impressão segunda opinião


10 Coisas sobre mim:

  1. Creio na verdade divina.
  2. Sou numismático.
  3. Gosto de fotografar.
  4. Viciado em internet.
  5. Prefiro o twitter ao Orkut.
  6. Creio na mudança para melhor da sociedade.
  7. Odeio falsidade.
  8. Gosto mais de pensar do que falar.
  9. Estou sempre aberto à aprendizagem.
  10. Sou introspectivo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É Natal, cadê o presente?


Então é Natal, época de altruísmo, igualdade e outros tantos nobres sentimentos, mas será que nos dias de hoje, onde o consumismo desvanecido impera, isso ainda faz sentido?




A princípio o Natal seria a celebração do nascimento de Jesus Cristo, momento de comunhão familiar. Mas não demorou muito até que, os imperadores do capitalismo, associassem à data a imagem de um velhinho simpático e generoso, que distribui presentes. A partir daí o 25 de dezembro tornou-se uma disputa entre Cristo, o afeto, e Papai Noel, o consumismo.

Antes os presentes mais valiosos eram os afetivos e gestuais, como o abraço, o afago etc., mas hoje o valor apresenta-se diretamente ligado ao preço, o sentimental foi substituído pelo material, a satisfação emocional pela satisfação do palpável.

Nessa disputa quem venceu foi o saco do bom velhinho, não que seja proibido presentear o próximo porque se comemora o nascimento de Cristo, até porque o próprio Jesus foi presenteado ao nascer, com coisas matérias, porém simbólicas. A questão é não deixar que o momento das compras seja permeado apenas pelo prazer do consumir, da ostentação, mas sim, depositar nesse instante o afeto que temos a quem iremos presentear.

Portanto tentemos reacender o verdadeiro sentido desta data, proponho que no momento da troca dos presentes enalteçamos a comunhão, o sentimento embutido no material, que não tange o palpável. E assim, conseguiremos propiciar a coexistência harmônica de Jesus e do bom velhinho em nossos lares, nessa data tão especial.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ballet dos Astros


Vivemos a mercê do ballet dos astros,
seus giros, movimentos e rodopios.
Surpreendido pelas colisões inesperadas
de cometas equidistantes

Sob influências languidas,
na iminência de estrelas cadentes,
vagando ardilosamente pelo cosmo,
distribuindo efêmeros sorrisos.

A espera de um asteroide,
que traga nossa redenção
ladeada pela suposta salvação
tão aguardada, tão almejada.

chegando ao fim de mais um ciclo,
e o recomeço de um novo ballet,
em pé de igualdade
sob julgo das estrelas.

Arthur Melo


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A religião como remake


Buscando dar exemplos sobre o tema abordado no post "Novos Remakes", vamos falar sobre as religiões, explanando suas semelhanças e provando que as reproduções vão além do mundo do entretenimento.

O principal e primordial pilar, sob qual ergue-se as religiões é a fé, sua inexistência resulta na descrença. Nas pessoas ela promove o surgimento do sentimento de adoração e gratidão, que por sua vez mantêm acessa a chama da fé.

As manifestações religiosas possuem uma divindade, alvo da adoração, seja Deus para os cristão, Allah para os muçulmanos ou Brahma para hindus. O mais importante é que eles são exemplos de perfeição e estão acima de todos, segundo as crenças determinam o rumo da vida dos meros mortais.

Também é concomitante as religiões a figura de um "humano", que entrou em contato com a deidade, alcançou o prometido pela doutrina ao seguir seus dogmas, e atingiu o ponto máximo cabível aos humanos. Como exemplos temos: Jesus no cristianismo e Siddhartha Gautama no budismo.

A partir desse "humano" os adeptos enxergam como plausível a obtenção do prometido, através do seguimento da doutrina pregada por seus líderes espirituais, pois as renúncias serão recompensadas futuramente.

Estas são apenas algumas das semelhanças encontradas nas religiões, observando-as com um olhar mais atento ainda é possível encontrar outras como: a recompensa pós vida, a obtenção de graças etc. Sendo assim, percebemos que até no que diz respeito a esfera da fé, a originalidade não é algo tão presente.